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Tratamento para paralisia cerebral

O tratamento para a paralisia cerebral pode ser feito de várias formas e até mesmo se completando. Veja mais sobre o tema.

A criança com paralisia cerebral é diagnosticada antes de seu nascimento, ou durante a primeira infância, deste então a família passa a vivenciar o desafio de tratar esta enfermidade.

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Existe certa complexidade nos tratamentos para a Paralisia cerebral, e certamente nenhuma “receita de bolo”, cada paciente deve ser avaliado individualmente devido à diversidade da patologia e suas variáveis. A desordem motora adquirida pode atingir a fala, audição, movimentos e postura, causar dificuldades cognitivas, alterações visuais, e síndromes associadas à paralisia. Significativamente ela limita a independência funcional, prejudicando a execução de tarefas cotidianas, como por exemplo, tomar banho, escovar os dentes, vestir-se ou despir-se, e se comunicar (Mancini ET AL, 2002).

Sabe-se que não há cura para Paralisia Cerebral, contudo existem tratamentos multidisciplinares que utilizados adequadamente contribuem para uma melhor qualidade de vida de quem sofreu tal lesão cerebral.

Tratamento fisioterapêutico

Sem dúvida o tratamento fisioterapêutico é primordial para obtenção de resultados positivos quanto ao comprometimento dos movimentos e fortalecimento muscular. “Um estudo mostrou que crianças que receberam tratamento fisioterapêutico intensivo (quatro vezes por semana) intercalado com períodos maiores de descanso tiveram o nível de desempenho motor aumentado” (MF Rebel - ‎2010).

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Mediante pesquisa é possível verificar que há diversos tipos de estimulações sensoriais e sensitivas realizadas pelo profissional de fisioterapia, que precisa ter habilidade para entender o quadro clínico de cada paciente e desenvolver para ele o método adequado atendendo a suas particularidades.

Tratamento fonoaudiólogo

Um diagnóstico comum em casos de Paralisia Cerebral é a Disartria, trata-se da fraqueza dos músculos da fala, ou a dificuldade de utilizá-los, neste caso o mecanismo da fala pode ser prejudicado em diferentes níveis. Entramos mais uma vez na questão da individualidade do tratamento.

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Outro sintoma relacionado à patologia é a disfagia neurogênica, de acordo com o estudo publicado na Revista Cefac, existe a indispensabilidade no tratamento fonoaudiólogo para auxiliar pacientes com paralisia tetraplégica na ingestão de alimentos. No estudo realizado por especialistas em crianças com paralisia tetraplégica “mais da metade das crianças avaliadas apresentaram disfunção motora oral (DMO) entre moderada e grave” (Cefac, São Paulo, v.9, n.4, 504-511, out-dez, 2007)

Tratamento psicológico

A Atuação da psicologia no tratamento de crianças com paralisia cerebral conta com extrema sensibilidade. Observando os bebes normalmente entendemos que eles iniciam a compreensão do mundo e se seu próprio eu através do pegar, deglutir, morder, apertar e gozar de todas essas sensações que muitas vezes os portadores de paralisia cerebral não sentiram e dependendo do grau da paralisia jamais sentirão.

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No artigo acadêmico “Atuação do psicólogo na paralisia cerebral”, de autoria de Ana Maria Rizzo, ela enfatiza a importância de trabalhar com a família para auxiliá-los na absorção do impacto de receber a noticia de que seu filho tem paralisia cerebral e na melhor forma de lidar com a nova situação, permitindo que a criança se desenvolva o máximo possível e tenha esta percepção de seu “eu”.

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Publicado por Lucimari
Revisado em 20/11/2015

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