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Livros famosos de Machado de Assis

Saiba mais sobre Machado de Assis e seus três livros mais famosos: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba.

Joaquim Maria Machado de Assis (21 de junho de 1839 a 29 de setembro de 1908) é considerado um dos maiores escritores brasileiros. Alguns dos seus livros – como os destacados abaixo – ganharam o mundo e, mesmo após 100 anos de sua morte, inúmeros leitores ainda se interessam em conhecer profundamente o universo machadiano, com suas personagens e reflexões.

Machado de Assis

Dom Casmurro

Romance clássico, escrito por Machado de Assis e publicado pela primeira vez em 1899. Nesta narrativa em primeira pessoa, o idoso Bento Santiago relembra sua infância feliz, incluindo sua mãe devotada e seu amor duradouro por sua namorada de infância, Capitu. Com o tempo, a felicidade adolescente de Bento amadurece em uma vida adulta complicada, repleta de drama e tragédia.

Dom Casmurro de Machado de Assis

Como Bento progride através de sua história de vida, sua voz calma e muitas vezes bem-humorada adota um tom enganoso de luz. Esta enganosa máscara dá leveza a uma história muito mais escura, onde um homem arrependido é capaz destruir a sua felicidade com o seu próprio ciúme incapacitante. Com fortes paralelos com "Otelo" de Shakespeare, Dom Casmurro é uma clássica história de amor que vence e depois perde. Apesar de mais de um século, essa história continua fresca, moderna e tão relevante como quando foi escrita.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

O romance é narrado pelo protagonista morto Brás Cubas, que conta sua própria história de vida, observando seus erros e romances fracassados. O fato de ser já falecido permite a Brás Cubas criticar fortemente a sociedade brasileira e refletir sobre sua própria desilusão, sem nenhum sinal de remorso ou medo de retaliação. O personagem dedica seu livro ao primeiro verme que roeu seu corpo frio: “Ao verme que primeiro roeu a carne fria do meu cadáver, dedico com saudade estas Memórias Póstumas”.

Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis

Cubas decide contar a sua história a partir do final: a passagem de sua morte, ironicamente causada por pneumonia após a invenção do “emplastro Brás Cubas”, um medicamento supostamente revolucionário. Em seguida, tendo “o maior salto nessa história”, narra sua vida desde a infância. O romance também está ligado a outro trabalho de Machado de Assis, Quincas Borba, que envolve um personagem secundário das Memórias.

Quincas Borba

Juntamente com Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, Quincas Borba é uma das maiores obras de Machado de Assis e certamente uma das principais histórias de ficção do século XIX. Com uma sensibilidade estranhamente pós-moderna (visto a época em que foi escrito), sua sagacidade deliciosa e sua aguçada percepção para as complexidades políticas e sociais do Império brasileiro, Machado abre um mundo fascinante para os leitores.

Quincas Borba de Machado de Assis

Quando o filósofo louco Quincas Borba morre, ele deixa para seu amigo Rubião a totalidade da sua riqueza e propriedade, com uma única condição: Rubião deve cuidar do cachorro de Quincas Borba, que também se chama Quincas Borba, e que de fato pode ter assumido a alma do dono morto.

Esses e outros livros de Machado de Assis se tornaram clássicos da Literatura Brasileira, sendo estudados em sala de aula e nas faculdades de Letras. Além disso, é possível encontrar suas obras sendo comercializadas em diversos idiomas ao redor do mundo.

No vídeo a seguir, uma professora explica o estilo de Machado de Assis.

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Publicado por Guilherme
Revisado em 23/09/2013

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