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Características do cinema brasileiro

O cinema brasileiro sofreu várias mudanças desde sua introdução no país. Conheça um pouco sobre as fases e etapas do cinema no Brasil.

Dia do cinema brasileiroPolêmico, ousado, descarado, engraçado, maravilhoso, duvidoso. Esses são alguns dos adjetivos mais comuns quando alguém decide manifestar sua opinião sobre nosso cinema. Mas a verdade é que o cinema brasileiro é hoje um dos movimentos artísticos mais respeitados no mundo.

A cada ano, o cinema brasileiro ganha mais prêmios e recebe uma visibilidade maior. Não é de estranhar, então, que Hollywood esteja importando nossos diretores de modo cada vez mais frequente. Conheça mais sobre a história de nosso cinema.

História do cinema brasileiro

Foi em 1896, que chegou ao Rio de Janeiro os primeiros aparelhos de projeção cinematográfica. Dois anos depois, foram feitas as primeiras filmagens no Brasil. Mas a popularização do cinema dependia de outra tecnologia: a eletricidade.

cinema mudo

Assim, somente em 1907 o comércio cinematográfico realmente passou a crescer. Durante esse período, o cinema retratava fatos do dia a dia, com filmes breves, apenas exibindo imagens.

Foi somente por meados de 1912, que nomes como Francisco Serrador, Antônio Leal e irmãos Botelho, passaram a produzir filmes com menos de uma hora de projeção. Mas por essa mesma época o cinema brasileiro sofreu uma forte crise, com o crescimento e invasão do cinema americano.

Quando, em 1925, a qualidade das produções e número delas aumenta, o cinema mudo brasileiro chegou ao seu auge, estando entre os mais assistidos no país. Entre os anos 30 e 40, o som invade o cinema, e com essa revolução novas produções são feitas, em sua maioria no Rio de Janeiro e tratando-se de comédia. É dessa época que surge nomes como Mesquitinha, Oscarito e Grande Otelo.

O Cangaceiro

Já na década seguinte, surge em São Paulo o estúdio da Vera Cruz, com grandes investimentos para produzir no Brasil filmes sérios e de qualidade, que queria se equiparar a de Hollywood. Foi a geração de Tônia Carreiro, Anselmo Duarte, Jardel Filho, entre outros. Uma de suas produções chegou a ser premiada em Cannes, o filme Cangaceiro, de Lima Barreto.

A partir dos anos 1960, por sua vez, o cinema se espalha pelo Brasil e surgem cineastas independentes por toda parte. Eles almejam a mesma qualidade artística que Vera Cruz, tendo tido entre eles nomes como o de Walter Hugo Khouri, e feito filmes como “Rio 40°” de Nelson Pereira dos Santos.

Companhia de filmagem Vera Cruz

Nessa fase, os filmes são feitos em sua maioria na Bahia, predominando-se o cinema surrealista, como o filme “Pagador de Promessas”, e com ele nasce o tão conhecido movimento Cinema Novo. Um movimento carioca, que buscava o que há de melhor no cinema nacional, um período que trouxe muitas premiações para o país e com uma intensa produção cinematográfica, com nomes como o de Glauber Rocha, Serraceni, Ruy Guerra, entre outros.

Nas décadas dos anos 1970 e 1980 houve uma atenção maior em estigmatizar nosso cinema, que ainda hoje colhe a imagem negativa dessa fase. Durante a era Collor, a produção do cinema brasileiro sofreu um drástico abalo, pois todos os programas de incentivo foram cortados pelo governo e somente um filme nacional chegou às telonas, o filme A Grande Arte, de Walter Salles, baseado no romance homogêneo de Rubem Fonseca.

Todavia, seria na década seguinte que o cinema brasileiro daria uma grande guinada. No final de 1990 e durante toda primeira década de 2000, o cinema brasileiro faria produções que disputariam com as norte americanas as bilheterias e chamaria a atenção crítica do mundo inteiro, chegando até mesmo a concorrer ao Oscar, pelo filme Cidade de Deus, em 2003.

Cidade de Deus

Mas outros filmes e diretores seriam responsáveis por lançar o Brasil no mercado mundial, como Carandiru (2003) de Hector Babenco e Tropa de Elite (2007) de José Padilha.

Fases do cinema brasileiro

Desde seus primórdios o cinema brasileiro passou por várias fases, tendo sido elas responsáveis por desenvolver a imagem cinematográfica do Brasil. Foram elas: os primórdios, indo de 1906 até 1926, com filmes que começaram mudos, saindo das comédias até chegar aos gêneros mais sérios.

Houve também os ciclos regionais de 1914 até 1929. Seguiu-se a entrada do som, e a fase Vera Cruz, durante as décadas de 1930 e 1940.

O cinema novo, a partir dos anos 1960, com o surgimento de muitos cineastas independentes e uma forte influência do neorrealismo e do surrealismo. Em seguida inicia-se em os movimentos contemporâneos.

Cinema brasileiro

O cinema brasileiro sofreu muitas mudanças e está inovando cada vez mais, são novas ideias e características que cada vez mais tem ganhado olhares críticos pelo mundo.

Assista ao vídeo abaixo e veja mais sobre o cinema novo no Brasil.

Cinema brasileiro

O cinema brasileiro se tornou popular nos últimos anos, quando passou a adotar roteiros e fotografia com características americanas, antes disso, o cinema brasileiro era feito de forma intuitiva, utilizando no início a chanchada como forma provocativa e de entretenimento.

História do Cinema Brasileiro

O cinema brasileiro se deu início no ano de 1930, com a temática chanchada, evoluindo para na década de setenta e somente em 1980 o cinema brasileiro evoluiu o seu conceito, adaptando as estruturas para o conceito de Cinema Novo.

Esse conceito consistia em uma filosofia simples, "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça", quando se deu início aos documentários de apelo crítico, retratando a vida real, a pobreza e as condições de miséria que o país vivia.

Cinema Novo

Somente na década de noventa é que o Brasil começou um forte investimento na área de cinema, com empresas patrocinadoras e incentivos do Governo para a criação de novos filmes, conseguindo assim, trazer as salas de cinema os público brasileiro, porém ainda nesta década, a quantidade de pessoas ainda era bem menor quando comparado com a atualidade, que lotou salas de cinema com filmes como: Tropa de Elite, Lisbela e o Prisioneiro, Se eu Fosse Você, De Pernas Pro Ar e Os Normais.

Fases do Cinema Brasileiro

O maior divisor de águas do cinema brasileiro com certeza foi a criação do conceito Cinema Novo, que tornou a experiência de criação de filmes de modo experimental, podendo assim os cineastas, explorarem mais o sentido filosófico e artístico do cinema, do que o simples entretenimento.

Com a ditadura o cinema sofreu muitas censuras, onde muitos filmes foram proibidos de serem exibidos devido o conteúdo que de acordo com as autoridades era impróprio, porém apesar do período de cautela na criação e produção de um filme, a ditadura se encerra.

Cidade de Deus

O cinema marginal, caracterizados por filmes como Cidade de Deus, Carandiru e Tropa de Elite são somente sucessores do já conhecido Quem Matou Pixote?, onde o roteiro poetizado, revela diferentes perspectivas de um Brasil, sendo então os filmes de maior destaque nos últimos tempos, porém, não somente este gênero recebeu atenção como a comédia se fez muito presente nos últimos anos.

Os filmes infantis em sua maioria são frutos de roteiros que interferem diretamente com apresentadores de programas infantis, sendo este o pivô do público infantil que busca a fantasia nas salas de cinema, no entanto a frequência destes filmes infantis ainda é pequena, quando comparada aos demais gêneros que o Brasil vem incentivando, como a comédia O Concurso, o drama O Palhaço, a ação de Dois Coelhos e o cativante Nosso Lar.

O Concurso

O cinema brasileiro sempre foi ofuscado pelo cinema americano, ou seja, os filmes americanos invadiam as salas dos cinemas, e o público cinéfilo passava a buscar esta qualidade de entretenimento, enquanto o Brasil passava a caminhar pela temática artística do cinema, exibindo documentários e filmes de cunho filosófico.

Assista ao vídeo abaixo e veja mais sobre o cinema novo no Brasil.

Cinema brasileiro

O cinema brasileiro se tornou popular nos últimos anos, quando passou a adotar roteiros e fotografia com características americanas, antes disso, o cinema brasileiro era feito de forma intuitiva, utilizando no início a chanchada como forma provocativa e de entretenimento.

História do Cinema Brasileiro

O cinema brasileiro se deu início no ano de 1930, com a temática chanchada, evoluindo para na década de setenta e somente em 1980 o cinema brasileiro evoluiu o seu conceito, adaptando as estruturas para o conceito de Cinema Novo.

Esse conceito consistia em uma filosofia simples, "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça", quando se deu início aos documentários de apelo crítico, retratando a vida real, a pobreza e as condições de miséria que o país vivia.

Cinema Novo

Somente na década de noventa é que o Brasil começou um forte investimento na área de cinema, com empresas patrocinadoras e incentivos do Governo para a criação de novos filmes, conseguindo assim, trazer as salas de cinema os público brasileiro, porém ainda nesta década, a quantidade de pessoas ainda era bem menor quando comparado com a atualidade, que lotou salas de cinema com filmes como: Tropa de Elite, Lisbela e o Prisioneiro, Se eu Fosse Você, De Pernas Pro Ar e Os Normais.

Fases do Cinema Brasileiro

O maior divisor de águas do cinema brasileiro com certeza foi a criação do conceito Cinema Novo, que tornou a experiência de criação de filmes de modo experimental, podendo assim os cineastas, explorarem mais o sentido filosófico e artístico do cinema, do que o simples entretenimento.

Com a ditadura o cinema sofreu muitas censuras, onde muitos filmes foram proibidos de serem exibidos devido o conteúdo que de acordo com as autoridades era impróprio, porém apesar do período de cautela na criação e produção de um filme, a ditadura se encerra.

Cidade de Deus

O cinema marginal, caracterizados por filmes como Cidade de Deus, Carandiru e Tropa de Elite são somente sucessores do já conhecido Quem Matou Pixote?, onde o roteiro poetizado, revela diferentes perspectivas de um Brasil, sendo então os filmes de maior destaque nos últimos tempos, porém, não somente este gênero recebeu atenção como a comédia se fez muito presente nos últimos anos.

Os filmes infantis em sua maioria são frutos de roteiros que interferem diretamente com apresentadores de programas infantis, sendo este o pivô do público infantil que busca a fantasia nas salas de cinema, no entanto a frequência destes filmes infantis ainda é pequena, quando comparada aos demais gêneros que o Brasil vem incentivando, como a comédia O Concurso, o drama O Palhaço, a ação de Dois Coelhos e o cativante Nosso Lar.

O Concurso

O cinema brasileiro sempre foi ofuscado pelo cinema americano, ou seja, os filmes americanos invadiam as salas dos cinemas, e o público cinéfilo passava a buscar esta qualidade de entretenimento, enquanto o Brasil passava a caminhar pela temática artística do cinema, exibindo documentários e filmes de cunho filosófico.

Assista ao vídeo abaixo e veja mais sobre o cinema novo no Brasil.

Características do cinema brasileiro
Com sua primeira exibição em 1895, o cinema começou sua história na cidade de Paris, localizada na França, através de um evento organizado pelos irmãos Auguste e Louis Lumiére, inventores da primeira câmara filmadora do mundo, a qual era capaz de registrar e reproduzir imagens por meio de um anteparo. E, em pouco tempo o cinema e a produção de filmes ganhou o mundo.
No Brasil, os primeiros aparelhos cinematográficos chegaram ao Rio de Janeiro em 1896, mas somente em 1898 é que se iniciaram as primeiras filmagens no Brasil. O cinema brasileiro possui mais de 110 anos de história, entretanto, a mesma apresenta-se com pouca produção industrial de filmes com uma média de 90 a 100 filmes por ano. Para saber mais sobre as características do cinema brasileiro o Portal ZUN separou algumas informações, confira:

História do cinema brasileiro

Primeira filmagem no BrasilNo início do cinema brasileiro, o que predominou foram os filmes que traziam fatos ocorridos no dia a dia, como por exemplo, os filmes “Chegada do trem em Petrópolis” e o filme “Um artista trabalhando no trapézio do Politeama”.
Em seguida teve destaque os “filmes posados” que apresentavam histórias de ficção como reconstituições de crimes, entre eles, o filme “Os Estranguladores” e o “Crime da mala”. Em seguida há o surgimento dos “filmes cantados”, ou seja, os atores dublavam ao vivo por trás da tela.
E, em 1930 houve o surgimento do som, o que permitiu a criação dos filmes sonoros brasileiros, entre eles, o filme “Acabaram-se os otários” e “Coisas nossas”. Em 1936 houve o domínio do cinema norte-americano, mas em 1960 o Brasil se recuperou e voltou a produzir novos filmes.

Fases do cinema brasileiro

Fase do cinema novoAs primeiras fases do cinema brasileiro são caracterizadas pela produção de poucos filmes, devido à falta de investimento no assunto e pelo domínio dos Estados Unidos na produção cinematográfica.
Mas, em 1960, na chamada fase do “Cinema Novo” é que houve a produção de diversos filmes, os quais ganharam destaque tanto no cenário brasileiro e internacional, sendo esta época considerada o marco inicial da produção cinematográfica do Brasil com a produção dos filmes “Os Fuzis”, “Deus e o diabo na terra do sol” e “Vidas secas”.
Já em 1960 a 1970 surgiu a fase do “udigrudi” que era uma geração de cineastas que produziam filmes que mostravam a situação política do país com radical com produção de filmes que fugiam das formas tradicionais de narrativa, sendo considerada a fase da estética do lixo.
Nas décadas de 70 e 80 houve uma crise do cinema brasileiro devido aos problemas nacionais e as críticas do cinema, o qual sai de cena e dá espaço para a produção de filmes com temáticas simples e principalmente de caráter sexual, conhecida como “fase da pornochanchada”.
E, somente em 1990 é que houve um investimento do governo para a produção de filmes através do Prêmio Resgate do Cinema Brasileiro com apoio a novos meios de produção, mas foi em 1997 que a Organização Globo criou sua própria produtora cinematográfica, o Globo Filmes, o que alavancou o cinema brasileiro, se tornando um monopólio do mercado cinematográfico.
Quer saber mais sobre o cinema brasileiro? Então, assista ao vídeo que segue abaixo.

Publicado por Andre
Revisado em 24/09/2013

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