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Religião

A Definição de religião na sociologia

Com conceitos diferentes de acordo com cada sociólogo, a religião foi definida ao longo dos séculos pela visão de cada pensador.

religião e sociologiaA religião no mundo é uma construção complexa, e apresenta uma infinidade de formas. Ao longo do tempo, a visão dessa enorme construção foi modificada, sendo interpretada por diferentes linhas de pensamentos que lhe atribuíam um valor distinto das demais.

Esses pensadores, questionavam o valor da religião em termos morais, sociais e históricos, bem como a verdadeira natureza de suas intenções e dogmas. Com isso, a própria imagem do Deus que essas religiões registravam foi alterada, sendo questionada não uma única vez. Muitos foram os pensadores que se propuseram essa tarefa. Conheça mais sobre alguns dos mais importantes filósofos a se engajarem nesse assunto:

Definição de religião para Durkheim

Émile DurkheimO primeiro ponto que Durkheim ressalta no campo da religião é sua natureza social, ou seja, a forma como as crenças, os ritos e os símbolos unem e aproximam as pessoas em uma congregação, ao que ele atribui grande importância. Pois, segundo esse pensador, é justamente esse o verdadeiro centro da religião, uma vez que essa trate de questões voltadas para a teoria do conhecimento, alinhadas a questão da coesão social, onde, mais que um Deus transcendente, existe um sistema de crenças e doxologias que regem o comportamento coletivo de uma sociedade, sendo, deste modo, um fenômeno coletivo. Assim, entre elementos sagrados e profanos, a religião rege o mapa do comportamento humano, sendo que essa relação entre homens e o sagrado existe tanto no mundo moderno quanto no primitivo. Deste modo, Durkheim defende que a religião está calçada sobre bases emocionais, pois a interferência da razão impediria a prática religiosa.

Definição de religião para Marx

Karl MarxConhecido hoje por grande maioria das pessoas por sua teoria do conflito de classes, o pai do socialismo científico também tratou dos assuntos do sagrado, ainda que sua visão sobre o divino não fosse, em absoluto, favoráveis a esse. Isso porque Marx adota uma visão ontológica perante os fenômenos universais, onde, para tanto, as coisas que existem assim o são. Deste modo, a religião em si mesma não é algo duradouro ao ponto de ser eterno, motivo pelo qual ele tanto critica a necessidade dos religiosos em se apegarem à valores velhos. Para o filósofo, tudo o que existe sobre a terra, inclusive os valores abstratos como a religião, são transitórios, estando em constante mudança e sendo, acima de tudo, resultado direto dos processos históricos e sociais. Logo, a religião é fruto de uma idealização incomprovável, o que a torna impossível de ser real.

Definição de religião Weber

Max WeberPara Weber a questão religiosa é totalmente sociológica, e nesse sentido ela nasce da preocupação do homem em explicar os problemas do sofrimento, da perda, e dos demais mistérios que sempre rondaram a realidade objetiva. Esse fenômeno, segundo ele, é natural, e tão logo inevitável, todavia, o filósofo defende a ideia de que o racionalismo da modernidade, e todas as descobertas que hoje partilhamos não podem mais permitir esse tipo de visão do mundo. Deste mesmo modo, é a isso que se deve o surgimento das religiões, a racionalização que explicava pelo sobrenatural o mundo.

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Publicado por Andre
Revisado em 31/10/2013

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